terça-feira, 30 de agosto de 2016

A simbologia do " Gorro Preto" para as forças Especiais do Exército Brasileiro


Texto elaborado por Rodney Alfredo Pinto Lisboa.
Figura 1: Operador do 1º BFEsp participa de adestramento de tiro com os quadros operacionais do 3º Batalhão do 7º SFG-A (Special Forces Group-Airborne) do Exército dos EUA em Fort Bragg, Carolina do Norte. (Fonte: Acervo do COpEsp). 
A palavra “simbologia” é empregada em referência ao estudo ou interpretação dos símbolos, que, como elemento essencial para a comunicação entre as pessoas, constitui representação (tridimensional, gráfica, sonora ou gestual) de uma ideia abstrata. 
Nas relações pessoais e/ou institucionais, habitualmente, os símbolos, como representação de temores e aspirações, são utilizados de modo a promoverem a integração de diferentes grupos sociais, contribuindo substancialmente para atribuir-lhes uma identidade social que orienta os modos de pensar e agir de seus componentes.
Especificamente no que se refere aos grupos profissionais, os símbolos constituem representações peculiares à atividade por eles desempenhada. Por sua vez, as representações simbólicas características da sociedade militar estão diretamente relacionadas a um ethos institucional alicerçado no binômio hierarquia e disciplina.
Para as OpEsp do EB (Exército Brasileiro), o simbolismo inerente ao “gorro preto” evoca o apego às tradições, a reverência à camaradagem, o orgulho de pertencer ao seleto grupo de indivíduos, que após serem testados e aprovados nos limites da obstinação e resistência, passaram a integrar as unidades de elite da Força Terrestre (1º BAC [1º Batalhão de Ação de Comandos] e o 1º BFEsp [1ºBatalhão de Forças Especiais]). Para efeito de esclarecimento, é pertinente salientar que o gorro preto traz em suas laterais direita e esquerda os distintivos das Forças Especiais e da Ação de Comandos, respectivamente.
Fotografia 2: Caçadores e spotters das FOpEsp do Exército Brasileiro, integrantes da Força-Tarefa que participou do esquema de segurança do presidente Barack Obama (em visita oficial ao Brasil), durante evento de apresentação para a imprensa realizado em 2011 na capital federal. (Fonte: Disponível em: https://cryptome.org/info/obama-protect41/obama-protect41.htm Acesso em: 22 jun. 2016).
A deferência para com o gorro preto teve origem no final da década de 1950 (período que baliza o início das OpEsp no EB), quando o Núcleo da Divisão Aeroterrestre (atual Brigada de Infantaria Paraquedista), organização responsável por conduzir o Curso de Operações Especiais, buscava criar referências cuja caracterização promovesse vínculos de pertencimento que arraigasse um vigoroso espírito de corpo em seus integrantes. A adoção do gorro bico de pato, assim como outros itens do fardamento (padrão de camuflagem; botas de combate; camisa branca com o nome do usuário no peito), representou uma mudança de hábitos e comportamentos em favor do comprometimento para com a tropa. Nesse contexto, foi atribuída uma cor específica para cada uma das especialidades aeroterrestres (amarelo para os dobradores de paraquedas e vermelho para os precursores paraquedistas).  Após se depararem com uma breve resistência em relação a cor sugerida para o contingente das Operações Especiais, os quadros operacionais dessa atividade passaram a ostentar a cor preta em sua cobertura, referência às ações noturnas que a caracterizam. 
Para ilustrar a relação de profundo respeito que os ElmOpEsp do EB nutrem para com o gorro preto, torno público o testemunho que me foi dado por um amigo FE, a quem atribuirei o codinome Queiróz. No período em que servia junto à Força 3 (3ª Companhia de Forças Especiais [subordinada ao Comando Militar da Amazônia]) cumprindo missão de repressão a crime ambiental na fronteira do Brasil com o Peru, Queiróz sofreu um acidente por ocasião da queda de uma árvore arrancada devido ao empuxo do rotor de um helicóptero Blackhawk, pairado no ar enquanto os operadores executavam a técnica de rapel conhecida por Desembarque Aerotático (Fast Rope). A queda da árvore provocou um grave ferimento na cabeça, chegando a lesionar uma vértebra. Trasladado para o hospital, enquanto se recuperava das severas lesões sofridas, por exigência sua, o gorro preto permaneceu sempre ao seu lado. Queiróz também me confidenciou que ao servirem no Haiti sob a égide da ONU (Organização das Nações Unidas), assim como ocorre com contingentes militares de outras nacionalidades que operam respondendo à autoridade desse órgão intergovernamental, os militares brasileiros tiveram que trajar a cobertura azul característica da entidade. Contudo, mesmo tendo que usar cobertura de outra cor por dever de ofício, o gorro preto sempre o acompanhava, mantido guardado em um dos bolsos de seu fardamento. Segundo ele revelou, o conceito por trás das atitudes manifestadas tanto na selva fronteiriça quanto no país caribenho remete a honra e orgulho de ser um FE. Nesse sentido, na eventualidade de encontrar a morte, seja em que circunstância for, o operador, em atitude altiva e comprometida com os ideais de sua unidade, optará por perecer ostentando o gorro preto, símbolo indelével das Forças Especiais do EB. 
Conforme é possível notar no relato apresentado anteriormente, a simbologia do gorro preto vai muito além do conceito da caracterização/identidade militar. Para os ElmOpEsp do EB, trajar o gorro preto serve para distinguir uma classe de combatentes que valem-se da singularidade e excelência de suas habilidades, eventualmente colocando-se em situação de risco, não medindo esforços para alcançar os objetivos que lhes são atribuídos. 

Rodney Alfredo Pinto Lisboa.
Professor universitário, Pós-graduado em História Militar, Mestre em Estudos Marítimos (área de concentração: Segurança, Defesa e Estratégia Marítima). Sócio correspondente do IGHMB (Instituto de Geografia e História Militar do Brasil). Autor de diversos artigos sobre Operações Especiais, Guerra Irregular e Contraterrorismo.

http://fopesp.blogspot.com.br/

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Fases da consultoria

FASES DA CONSULTORIA

1ª FASE: CONTATO
  • Detectar o problema;
  • Avaliar se para o problema detectado é o profissional mais indicado;
  • Levantar a expectativas;
  • Assinar contrato formal.
2ª FASE: DIAGNÓSTICO
  • Visualizar o problema ; questões:
  • Que método serão usados ?
  • Que tipo de dados devem ser coletados?
  • Quanto tempo isso deve durar?
3ª FASE: AÇÃO
  • Envolver o cliente no processo;
  • Atentar à resistência;
  • Estabelecer os melhores passos de ação e mudanças.
4ª FASE: IMPLEMENTAÇÃO
  • Colocar o planejamento em prática e revisar;
  • Responsabilidade da alta direção;
  • Avaliar o resultado com o cliente
5ª FASE: TERMINO
  • Avaliação final;
  • Decisão da extensão ou não a outros segmentos da organização;
  • Identificação de outro problema e um novo contrato
Diagnóstico
Levantamento de Informações para elaboração do Projeto e coleta de conteúdos para treinamentos e consultorias.
Segundo Brasiliano (1999)[1]  a melhor maneira de realizar um diagnóstico é colher as informações em campo, desta forma o consultor realmente irá saber o que está acontecendo. Ele ainda afirma que há três maneiras do consultor realizar a busca das informações:

Entrevistas : As entrevistas, geralmente nos níveis institucional, intermediário e operacional, têm por objetivo conhecer como as pessoas trabalham e enxergam as necessidades da empresa no que diz respeito a segurança.

Verificação  de documentos ; A verificação de documentos, tais como planos e norma s, tem por meta conhecer o que preconizam as condutas e qual é a política de segurança da empresa.

Trabalho de campo : Tem por finalidade comparar se o que está escrito e é falado realmente acontece na empresa. O ideal é que o diagnóstico possa ser realizado a partir destes três métodos, para  garantir que uma noção clara e abrangente de como se encontra a segurança. Conclui Brasiliano.  O diagnostico situacional  representa uma fotografia panorâmica da situação atual,  mostrando os pontos fortes e suas vulnerabilidades.

Lembre-se[2] “ Não venda o preço do produto – venda benefícios.........A regra é: primeiro fale todos os benefícios, somente depois dê o preço.”

* Siderley Andrade de Lima: É consultor de segurança patrimonial, pós graduando em Gerenciamento de Crises, graduado do curso de Gestão em segurança privada pela Universidade Paulista, Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/; Colunista do site de segurança www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, autor dos livros:  “Manual Básico do Instrutor de Armamento  Tiro”, “ Sobrevivência Policial no Confronto Armado e “ Manual de Segurança Preventiva “, Manual de Consultoria em Segurança empresarial” e Patrulhamento Tático”
siderleyandrade@yahoo.com.br



[1] Brasiliano, Antomio Celso Ribeiro: Planejamento de Segurança Empresarial-Metodologia e Implantação, 1ª Ed. – Sicurezza: Cia das Artes, 1999

[2] Neves, Gilmar – como se tornar um vendedor de alto impacto/ São Paulo: Editora Lio, 2008

Consultoria em Segurança

Consultoria em segurança empresarial

*Siderley Lima

            Dentro do mercado de segurança privada no Brasil, muitos profissionais procuram cada vez atuarem como consultor de segurança, procuram ser independentes, querem ter autonomia, na segurança empresarial existe um nicho de oportunidades, entre elas está a consultoria .
            A consultoria de segurança é uma análise geral realizada pelo consultor, a partir da estrutura organizacional da empresa estudada, a fim de otimizar seus processos e modelos de gestão, quando necessário.
Segundo Roberto Costa (2007)[1] o gestor/consultor de segurança é o indivíduo que conduz as suas intervenções com base na inteligência empresarial. Analisa os problemas na sua origem, analisa alternativas e propõe soluções pontuais e com investimentos adequados aos riscos.
Esse profissional tem a capacidade de atualizar constantemente seus conhecimentos sobre a tecnologia disponível na gestão de segurança empresarial e patrimonial. Tem também a aptidão para a comunicação verbal com a finalidade de convencer o interlocutor, utilizando conversação articulada e lógica irrefutável, transmitindo segurança diante de uma argumentação contraditória. Também devem ser desenvolvidas capacidades de interação com criatividade e criticidade diante de contextos diferenciados sociais e organizacionais. Para atingir tais competências, o profissional necessita agregar diversas atitudes tais  como: liderança, respeito a opiniões divergentes, postura moral e ética, capacidade de trabalho em equipes multidisciplinares, espírito observador, humildade e perseverança.Conclui Roberto Zapotoczny.
O consultor de segurança empresarial  com base na inteligência estratégica, atua com agilidade e firmeza, capaz de planejar sistemas de segurança integrado, executar políticas estratégicas de proteção á continuidade dos negócios, analisa os problemas na sua origem, avalia alternativas e propõe soluções pontuais aos risco, ou aos pontos vulneráveis, elabora planos de segurança e contingências, faz analise de riscos, cria planejamento tático e técnico para o dia à dia da sua empresa,  orienta você e sua família prestando assessoria e consultoria   para a melhor solução mais viável na sua segurança pessoal. É responsável  ainda  pelos projetos de segurança dos shopping centers, condomínios verticais e horizontais, residências, empresas, aeroportos, teatros, escolas, industrias, hospitais, hotéis, estabelecimentos comerciais e tantas outras atividades.  O consultor de segurança tem um mercado que está em grande ebulição, mercado das pequenas, médias e grandes empresas de segurança privada, grandes empreendimentos, empresas com segurança orgânica e multinacionais.
            Segundo  Nino Meireles (2008)[2] O Gestor/consultor de segurança tem que ser um profissional altamente qualificado. Uma pessoa que gerencie de forma científica. Que saiba interagir a teoria com a pratica. Alguém que tenha as competências ( conhecimento, habilidade e comportamento) necessárias para ajudar a empresa a ser altamente competitiva.
Dentro da apresentação do consultor,  André de Pauli (2010)[3] faz um alerta “Aos que se apresentam errônea e perigosamente utilizando a expressão “dar consultoria”; assim comprometem a própria sobrevivência. O consultor de segurança é o profissional que presta ou fornece serviços de inteligência, por meio de consulta. Impiedosamente os consultores de segurança enfrentam uma concorrência desleal: as empresas de segurança, as quais “dão de graça” as soluções, das quais elas próprias obterão vantagens, no mínimo financeiras. Conclui André .
Segundo Aureo Almeida[4]  Existem vários tipos de consultores, os que se decidiram por não querer mais trabalhar em período integral pelas regras da CLT, que dependem de grande bagagem profissional e estudo contínuo para serem reconhecidos e receberem trabalho, o que também depende de ações de contatos via redes sociais e eventos específicos. Existem os consultores que são profissionais que estão passando por um momento de transição por terem perdido seus empregos fixos, e usam o título de consultor para conseguir exposição pessoal até conseguirem novos empregos, sendo que alguns acabam por manter esta posição por terem conseguido trabalho mais rápido do que um emprego. E infelizmente, também existem pessoas que não conseguem emprego, não possuem experiência profissional suficiente, não possuem clientes para dar referência pois não construíram estas relações de forma sólida, mas insistem em se apresentar como consultores e comprometer o setor de atuação e a visão geral da consultoria pelos tomadores de serviços, pela má qualidade de seus serviços e reputação duvidosa.
Aureo afirma ainda que todos têm direito ao sol, contudo construir uma carreira leva tempo e precisa de muita perseverança e retidão moral para se chegar a ter o que de mais valor poder conseguir, uma reputação de valor.
Esse profissional denominado consultor presta serviços de consultoria ( consulta) para pessoas interessadas no seu conhecimento para solucionar problemas ou para obter oportunidades de melhorias dentro do tema considerado.

Segundo Carlos Faria[5] “Deve ser um agente de mudança, pois a organização que o contratar tem o desejo de mudar algo, senão o seu trabalho não terá sentido prático. O consultor em qualquer especialidade carrega consigo alguns estigmas, portanto terá que enfrentar preconceitos por meio de sua postura ética, acima de tudo. Deve “ser” um consultor e não “estar” consultor, em razão de alguma contingência profissional”l.
Já dentro da atuação Teanes Silva[6]  afirma que “ o consultor deve atuar na otimização e customização dos recursos, buscando atingir os resultados esperados pela empresa. Para tanto, ele deve entender o negócio do seu cliente, aplicando os conhecimentos interdisciplinar e multidisciplinar, alinhados a sua experiência, adquiridos ao longo de sua carreira”.


* Siderley Andrade de Lima: É consultor de segurança patrimonial, pós graduando em Gerenciamento de Crises, graduado do curso de Gestão em segurança privada pela Universidade Paulista, Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/; Colunista do site de segurança www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, autor dos livros:  “Manual Básico do Instrutor de Armamento  Tiro”, “ Sobrevivência Policial no Confronto Armado e “ Manual de Segurança Preventiva “, Manual de Consultoria em Segurança empresarial” e Patrulhamento Tático”

siderleyandrade@yahoo.com.br



[1] Roberto Zapotoczny Costa ; consultor em Segurança, Graduado em Administração de Empresas, Pós- graduado em Política e Estratégia (USP), MBA em Gestão Empresarial (Universidade Anhembi Morumbi) e Mestre em Educação,; criou e coordenou o curso superior “Gestão de Segurança Empresarial e Patrimonial” e o curso “MBA Gestão Estratégica de Segurança Empresarial”, da Universidade Anhembi Morumbi Autor do livro: Gerenciamento de Crises em Segurança Empresarial e Seqüestros (2008).
[2]  Nino Ricardo Meireles, é consultor de Segurança Empresarial, palestrante especializado em Segurança e
professor universitário

[3] André de Pauli, consultor sênior  em segurança empresarial.
[4] Aureo Almeida, consultor de segurança, operador de inteligência.
[5] Carlos Faria – consultor de segurança

[6] Teanes Silva – Gestor de segurança empresarial, diretor pleno da ABSEG.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Crescimento da criminalidade e soluções em segurança Empresarial

Crescimento da criminalidade e soluções em segurança empresarial

*Siderley Lima


1.      Crescimento da criminalidade


         O crime tem sido uma doença que acompanha o crescimento nas cidades e se relaciona diretamente com a situação econômica de cada cidadão. Atualmente, os crimes contra a vida e patrimônio tem crescido assustadoramente, é difícil encontrar alguma pessoa que não foi vítima da criminalidade.
            As organizações criminosas no Brasil cada dia se tornam mais presentes no nosso dia a dia, não podemos fechar os olhos, o problema é real, as quadrilhas estão cada vez mais especializadas, podemos ver isso no contrabando, o tráfico de drogas, o roubo de cargas, o tráfico de armas, assaltos a bancos, o tráfico e exploração de crianças e mulheres, os jogos ilegais, o furto e receptação de veículos,etc. Os crimes variam de acordo com a necessidade e objetivos.
           Infelizmente uma das características que serve de ingrediente nas estruturas criminosas é a corrupção, seja ela através do judiciário ( venda de sentenças), corrupção de policias, patrocínios de campanhas políticas. O crime organizado possui conexões e ligações social, econômica e política, desta forma realização a lavagem de dinheiro tornando suas praticas mais difíceis de combatê-las.
            Sabemos que a avanço da criminalidade são os vazios deixados pelo Estado, as facções criminosas prosperam e avançam devido as brechas abertas pela corrupção e pela desproteção policial. Enquanto as policias Civis, Militares e atualmente as Guardas Civis estiverem atuando separadas gerando “rivalidades”, enquanto tivermos políticos interessados somente no seu bem estar e uma sociedade civil achando que não faz parte do problema, o crime se une e torna-se organizado ficando mais fácil sua atuação.


1.1 Modus operandi

            Independente do tipo de crime, a preparação para um assalto pode levar meses, dias, ou apenas alguns segundos. Após o alvo ser escolhido o criminoso avalia toda a situação antes da abordagem, como por exemplo a facilidade de ganho, local de fácil fuga e se há policiamento próximo, dando preferência aos locais ermos. Em outras ocasiões o planejamento e ação criminosa surpreende a todos, com a ousadia e a criatividade.

.   1.2 Características de alguns crimes:
Ø  Planejamento;
Ø   Organização;
Ø   Liderança;
Ø   Investimento;
Ø   Logística;
Ø  Efetivo;
Ø  Coleta de informações;


 Alguns casos de sinistros realizados por criminosos profissionais      

DATA

VÍTIMA

CRIME

MODUS OPERANDI

11/DEZ/2001
Publicitário W. Olivetto
Extorsão mediante seqüestro
Disfarce com roupas da PF, falso bloqueio
11/MAI/04
Empresa de transporte de valores Rodoban
Roubo
Os assaltantes alugaram uma casa ao lado e fizeram um buraco na parede, renderam os funcionários e levaram R$ 9 milhões
11/OUT/04
Empresa de transporte de valores  Transbank
Roubo
Os criminosos entraram por um túnel de 50 metros, que começou a ser cavado numa casa alugada na mesma rua, os assaltantes levaram R$ 4 milhões.
 AGO/2005
Banco Central
Furto
Por um túnel de 80 metros, levaram aproximadamente R$ 150 milhões, numa operação em que nenhum dos bandidos usou sequer um revolver.
08/AGO/07
Empresa de transporte de valores  Prosegur
Roubo

Uma quadrilha utilizou explosivos na parede da tesouraria, levaram R$ 9,8 milhões
10/SET/07
Empresa de transporte de valores  Protege
Roubo
 Criminosos utilizaram explosivos  C-4 , após render um vigia no estabelecimento do lado da transportadora, foram roubados R$ 20 milhões.

13/10/2009

Empresa de transporte de valores  Prosegur

ROUBO A CARRO FORTE

Uma metralhadora .50 foi usada por dez ladrões a um carro-forte em Amparo. Os ladrões arrombaram o cofre com dinamite e fugiram levando R$ 1 milhão 367 mil

05/11/2009

Empresa de transporte de valores  Prosegur

ROUBO A CARRO FORTE

Utilizaram uma metrtalhadora .30, 12 homens rederam os vigias, explodem o carro-forte e levam R$ 6 milhões.

06/12/2009

Empresa Transnacional transporte de valores

Roubo

Por um túnel de 150 metros, chegaram no cofre da empresa, quebraram o chão e levaram R$ 20 milhões,

04/SET/10
Empresa de transporte de valores- Embraforte
Roubo
De acordo com a polícia, eles chegaram à empresa disfarçados de policiais federais e com falsos mandados de busca e apreensão. Cerca de 20 pessoas, entre funcionários e parentes, foram feitos reféns durante a ação de um grupo que pode envolver 20 homens. Depois retornaram a empresa e roubaram R$ 45 milhões
27/AGO/11
Banco Itaú (Av Paulista
Roubo
Para invadir a agência, eles quebraram uma porta de vidro. Dois homens entraram primeiro e dominaram um segurança. Outros dez assaltantes desceram até o subsolo do prédio. O alarme estava desligado e que os ladrões desligaram o botão de pânico, que poderia ser usado pelo vigilante para alertar a segurança.Durante dez horas a quadrilha estourou os 170  cofres.
16Out/2011
Empresa Protege
Roubo
Os bandidos levaram cerca de R$ 20 milhões da transportadora de valores Protege. Os ladrões fizeram um gerente da Protege como refém e amarraram explosivos em seu corpo para obrigar os vigias dentro da transportadora de valores a abrir o portão. O bando levou o dinheiro em um carro-forte, que foi abandonado a dois quarteirões da empresa.
Fonte: CS3 Consultoria


1.3 Migração dos criminosos

Segundo o Profº de Segurança Empresarial Antonio C. R. Brasiliano[1],

“alerta-nos para o fato de que o mundo em que vivemos está em constante mutação. Infelizmente, não sabemos quantas nem como essas mudanças podem nos afetar: Quando utilizamos à palavra risco, tentamos abranger tanto os efeitos dessas mudanças quanto nossa incapacidade de prevê-las. Se entendermos os riscos, sua conseqüência, impactos e causas, estaremos menos expostos a tais riscos”, afirma o Prof Brasiliano.

No passado, principalmente na década de 80 havia os criminosos eram  especializados em cada tipo de crime, mas nos dias atuais, com a troca de informações nos presídios e principalmente a criação de algumas facções criminosas , o marginal passou a realizar todo o tipo de crime, quem realiza um roubo a um condomínio, será o mesmo que realiza um assalto em uma relojoaria, o que assalta um banco é o mesmo que irá realizar um seqüestro, um dos objetivos é levantar recursos e investir ainda mais no crime, em especial no trafico de drogas.  É sempre assim a cada nova modalidade de crime, surgi novas tecnologias ou medidas para impedir, a policia sufoca a modalidade, por sua vez os criminosos migram para outro tipo de crime, eles estão sempre um passo a frente.
     A migração dos criminosos tem explicação,  o forte investimento em segurança implantado por bancos, empresas, industrias, instalações comerciais, altos executivos contratando segurança pessoal, novas tecnologias e  recursos,enfim, tudo isso  tem sido um fator    decisivo para a mudança de um crime para outro. O criminoso atua onde é mais vulnerável, cada vez que se cria um novo recurso para impedir a ação criminosa, eles inovam com outro tipo de crime.
Entre os inúmeros serviços e situações que o consultor será contratado, iremos acompanhar algumas situações e cenários  :

2.  Soluções em segurança patrimonial

            O gestor deve conhecer algumas das soluções que estará indicando em seus projetos. Não podemos esquecer que depois do maior bem que é a nossa vida e a das pessoas que estão ao nosso redor, a preocupação em proteger o nosso patrimônio também é necessário, com o aumento da criminalidade a necessidade de utilizar algumas soluções em segurança é vital nas atividades das empresas, as soluções indicadas pelo consultor é que irão ajudar no dia a dia do cliente.
             No passado quando se falava de segurança, as barreiras perimetrais se resumiam em cercas de arame farpado, cacos de vidros nos muros ou lanças nos portões, hoje com a tecnologia, existe vários equipamentos e dispositivos eletrônicos que agregam uma maior eficiência para inibir, detectar e retardar intrusões e ações criminosas. O consultor sabe que alguns riscos são efetivamente incontroláveis, mas uma parte pode ser reduzida ou eliminada mediante a adoção dos sistemas de proteção mais adequados.
         A segurança patrimonial começa na parte externa da empresa, indústria ou comercio, proteger as instalações é parte do negocio, principalmente com o avanço da criminalidade, pensando nisso dificultar a ação criminosa criando barreiras físicas e perimetrais e primordial. Veja o que você pode estar sugerindo na implantação de soluções em segurança:
- Controle de visitantes: sistema de identificação de visitantes visa realizar o cadastro de visitantes sem a necessidade de retenção de documentos;
- Detector de metais: equipamento com sensibilidade capaz de detectar uma até uma pequena lâmina de barbear;
-Cabo microfônico: detecta o invasor por vibrações, ideal para alambrados e superfície do solo;
- Concertina: barreira física em aço ou galvanizado;
- Controle de acesso: os leitores biométricos avaliam uma característica única e intransferível de cada ser humano, tais como impressão digital, geometria da mão e íris do olho;
- Alarmes: alertam através de sinalização sonoro a intrusão do perímetro de segurança.
- CFTV: sistemas de monitoramento que filmam e gravam todo o perímetro da empresa.
              Entre as soluções em segurança, o CFTV ( Circuito Fechado de TV) é um dos mais utilizados, seja na residência, no comercio, na sua empresa. O CFTV tem papel ativo na segurança, podendo atuar sozinho ou em conjunto com sistemas de alarmes, controles de acesso, etc. Veja como podemos utilizar:
- Proteção: atuação na área de prevenção de acidentes em empresas;
- Investigação: no caso de furtos de produtos e bens da empresa por parte de funcionários e estranhos;
-Controle de acesso: na restrição e controle de entrada de pessoas e veículos em área protegida;
- Identificação: para o reconhecimento de pessoas e veículos em áreas de controle por parte do observador;
- Vigilância: comércios, escritórios, etc. Reconhecendo problemas, alterações, invasões e distúrbios que possam causar perigo ou risco as pessoas ou materiais lá encontrados.
        Com o aumento da violência,  as pessoas, empresas, condomínios, estabelecimentos comerciais, shopping centers, hipermercados, etc, estão cada vez mais contratando os serviços de consultoria em segurança, visando implantar sistemas  eletrônicos  ou empresas de vigilantes.
      Ao indicar uma empresa de vigilância, alguns profissionais acabam esquecendo de verificar se a empresa prestadora dos serviços é regularizada junto aos órgãos competentes, não tomam  alguns cuidados e contratam vigilantes sem preparo, seus nenhum tipo de curso e sem qualificação, desta forma acaba  tornando-se um problema maior do que se não tivesse contratado, pois você assumi o risco de ter que responder pelos atos decorrentes desse vigia.
            Essas soluções mais econômicas na hora da contratação não é aconselhável, as empresas de segurança “clandestina” ( aquelas que não registram seus funcionários, não cumpri as obrigações legais e trabalhistas, etc) sai mais barato, mas quando falamos em segurança temos que lembrar do velho ditado “ o barato sai caro”.
            Da mesma maneira que você deve tomar cuidado na hora de contratar um vigilante, esses cuidados devem ser lembrados na contratação de uma empresa de segurança eletrônica. Por exemplo, se a análise de risco( levantamento do pontos vulneráveis)   do imóvel não for bem executada, o sistema poderá ser falho, onde a iluminação será inadequada, falhas na transmissão de sinais, sensores inadequados, alarmes que disparam a todo instante, etc. É de extrema importância que você ao adquirir um sistema eletrônico de segurança, realize junto com a empresa a relação de todos os pontos vulneráveis do seu imóvel ou de sua empresa.

            Vejas outras dicas que irão ter ajudar:
Contratação de vigilantes
 - Verifique primeiramente se a empresa é legalizada na Policia Federal;
- ser for um vigilante autônomo, verifique os antecedentes criminais, se possui o curso de vigilante registrado na PF, e verificar as referências profissionais.

Contratação de segurança eletrônica
- Verificar as qualificações da empresa que está contratando e outros projetos por ela já realizados;
- Verificar a qualidade dos produtos a serem comprados e instalados ( fabricante e procedência);
- Certifique que será realizado um projeto e se a empresa tem pós-venda ( manutenção e monitoramento);
- Verificar quando e em quanto tempo serão realizadas as manutenções do sistema.

Lembre-se : " Não adianta ter os melhores equipamentos de segurança e não ter um bom treinamento profissional dos pessoas envolvidas na segurança. O fator humano é o principal e fundamental para a segurança de qualquer ambiente.


* Siderley Andrade de Lima: É consultor de segurança patrimonial, pós graduando em Gerenciamento de Crises, graduado do curso de Gestão em segurança privada pela Universidade Paulista, Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, idealizador do blog sobre segurança http://gestorsegurancaempresarial.blogspot.com/; Colunista do site de segurança www.dicaseg.com; Membro da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança, autor dos livros:  “Manual Básico do Instrutor de Armamento  Tiro”, “ Sobrevivência Policial no Confronto Armado e “ Manual de Segurança Preventiva “, Manual de Consultoria em Segurança empresarial” e Patrulhamento Tático”
siderleyandrade@yahoo.com.br




[1] Antonio Celso Ribeiro Brasileiro é Diretor Executivo da Brasiliano & AssociadosCoordenador Técnico e Professor dos Cursos: Curso de Especialização (MBA) Gestão em Segurança Empresarial e do Curso Avançado em Segurança Empresarial, ambos da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP – SP